Olha, pessoal, acho que estamos chegando a uma nova era.
Essa semana, vi uma reportagem na
Veja e outra no
Jornal da Globo sobre um mesmo assunto que vai ser muito propagado daí em diante:
a democratização da educação.
As universidades do mundo ficaram loucas e estão disponibilizando suas aulas online, de graça.
É, baby, Standford, Yale, MIT, Michigan, Harvard... Escolha a sua. E, como mesmo para quem tem um inglês legal não é nada fácil entender os termos técnicos, já existe um site brasileiro legendando essas aulas e deixando-as disponíveis para os nossos cliques, o
Veduca!
(leia mais sobre ele na reportagem do JG)
No Brasil, a Unicamp já está disponibilizando suas disciplinas de cálculo e física online.
Mas, para, para tudo! Isso não é um fenômeno exclusivo do Ensino Superior. De uma maneira um pouco diferente, o Ensino Médio está bombando no mundo virtual. Já ouviram falar de
Salman Khan?
(se não, cliquem aqui) O cara é tão fera que vem inspirando gente do mundo todo, inclusive do Brasil, a fazer o mesmo:
ensinar com qualidade, de maneira simples e fácil, de graça. Online. A ideia desses sites é ainda mais ambiciosa: eles pretendem chegar a um nível de adaptação individual em que as aulas e exercícios sigam o ritmo do aluno.
Vem ou não vem uma nova era por aí?
O foco é mais para as ciências exatas e biológicas, mas com o tempo, isso deve ser ampliado (palpite meu).
Os professores? Feras. Gente do ITA, por exemplo, e de qualquer outro lugar de onde alguém muito capaz estiver. Os donos estão por aí caçando caçando cérebros em universidades, escolas e no Tibia. Já existem o
Descomplica (esse cobra a partir de R$5 por semana),
O Kuadro, o
QMágico e o
Geekie (que já está em funcionamento em escolas, inclusive em uma daqui de Sergipe, mas terá acesso a todos em julho).
Sério, por que eu não tinha isso na minha época de vestibular?!
Enfim, óbvio que nem todos têm o amor incontrolável de ensinar por prazer como Sal
(o Khan, não meu namorado!) como motivação, maioria realmente vê um negócio promissor nisso tudo. Khan não cobra por suas aulas, mas recebe doações milionárias de alguns de seus alunos como os filhos de e o próprio Bill Gates, por exemplo. Além da bolada que ganhou do Google para traduzir suas aulas para outras línguas. Realmente, ele não deve estar muito preocupado em cobrar por ensinar. Então, se é tudo
business, como está acontecendo a democratização da educação?
Se observar os sites, a maioria é gratuita e, os que forem cobrar, provavelmente será pouco, além de que novas iniciativas online surgirão. A ideia é realmente dar acesso à educação para todos, acredito eu. Veja pelas universidades, que estão jogando suas aulas na rede. Óbvio que o diploma delas continuará sendo para uma minoria, mas ainda sim, o conhecimento que elas produzem aos poucos está virando uma questão de clique. Em um futuro próximo, se 2012 permitir, saber - no sentido puro da palavra - será realmente uma questão de interesse em aprender, porque todos terão o mesmo conteúdo disponível. E se todos leem o mesmo livro, o que diferencia um aprender mais e outro menos? Dedicação e um pouco de QI também, vai.
É, a concorrência vai ficar maior, mas vai ficar mais justa. As barreiras do acesso vão sendo destruídas e dinheiro será apenas um diferencial, no sentido da educação. Agora, ele é seletivo.
Enfim, espero que realmente cheguemos a essa nova era.
P.s.: Não estou tocando naquele clichê de que "a internet vai substituir a sala de aula". Não acredito que isso aconteça - e acho que nem deveria. Falo da convivência dos dois métodos, no sentido de ampliar o conhecimento e podermos chegar ainda mais longe.